9 / setembro / 2019 |

Quem não mede não gerencia: até na advocacia

É cada vez maior a necessidade dos gestores identificarem o desempenho dos seus negócios. Conhecer a performance da sua equipe, identificar o engajamento das pessoas; o grau de qualidade empregado na fabricação do produto ou na prestação do serviço; o nível de satisfação do cliente, conhecer a forma de sua abordagem e seus motivos de debanda; identificar os motivos que levam o produto ou serviço ser sucesso de vendas e a lucratividade da empresa são os pontos-chave para condução e manutenção do negócio.

Desta forma são de primordial importância o conhecimento e a utilização dessas informações para que os gestores monitorem os resultados da organização; obter dados que demonstrem se as metas foram alcançadas, a eficácia do emprego dos recursos organizacionais e a identificação das falhas ocorridas são essenciaispara tomada de decisões e/ou criação de novas estratégias.

Mas como medir?

Existem na Administração ferramentas que nos orientam a melhor prática de governança e em se tratando de mensuração de dados de performance os seus indicadores de desempenho.

Indicadores de desempenho, também conhecidos como Key Performance Indicators (KPIs), são ferramentas que auxiliam empresários e gestores a encontrarem caminhos que os levem ao alcance de suas metas e objetivos, podendo ser usados tanto para serviços como para produtos, independendo do porte da empresa

Os KPIs permitem que as empresas gerenciem suas atividades e meçam os resultados obtidos de maneira eficaz e eficiente. Dependendo do aspecto que se deseja abordar, essa mensuração pode ter caráter quantitativo ou qualitativo.

Segundo o SEBRAE* grande parte das empresas que morrem nos primeiros dois anos após a abertura se dá a escolha incorreta de indicadores de desempenho ou da gestão empresarial deficiente. Assim, além da necessidade de aplicabilidade de KPIs, o gestor deverá identificar quais indicadores deverão ser considerados na sua organização para ajudar a sua empresa a se destacar no mercado.

Dessa forma, essa ferramenta de avaliação de performance é crucial para as tomadas de decisão que definirão os rumos da empresa.

E nos escritórios de advocacia?

Nos dias atuais é indispensável que os escritórios de advocacia entendam os negócios de seus clientes, conheçam seu portfólio geral visando o acompanhamento de suas necessidades contribuindo na potencialização das melhores soluções e dirimindo os potenciaisriscos jurídicos do negócio, servindo, assim, como um dos meios propulsores para seu crescimento e sucesso.

Neste cenário colaborativo e de parceria com seus clientes, os escritórios de advocacia buscam cada vez mais a prestação de serviços de excelência, e para que tenham meios de validar a qualidade da prestação desses serviços também começaram a adotar métricas das atividades desempenhadas.

Análise de quais áreas são mais demandadas, percentual de demanda de cada área, produtividade dos membros do escritório, estimativa de tempo de “vida do processo” e/ou resposta à uma solicitação, entre tantos outros indicadores, são exemplos de KPI que podem ser adotados por um escritório jurídico para definição do contexto de prestação de seus serviços ao cliente.

Cada vez mais profissionalizados, é certo que a ferramenta métrica de performance é crucial para decisão de melhor solução jurídica aos seus clientes e dos rumos do próprio escritório de advocacia.

* http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/3881ADBD039142CB83257457004C0444/$File/NT00037986.pdf

Dra. Aline Ferreira de Andrade
Dra. Bruna Vasconcellos Ribeiro

Advogadas da Almeida, Barretto e Bonates Advogados